Terapia Ocupacional

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    Sobre ocupações e os propósitos dos usuários em unidade de terapia intensiva coronariana
    (2020) FARIAS, Abigail Alexsandra Ribeiro; AITA, Karla Maria Siqueira Coelho
    De acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), as Doenças Cardiovasculares (DCV) são a principal causa de morte no mundo. Dentre estas ressaltam-se as doenças isquêmicas do coração, as cerebrovasculares, a insuficiência cardíaca e as valvulopatias. O impacto biopsicossocial e ocupacional das DCV é grande, pois atinge uma parcela de adultos em fase produtiva que podem se apresentar assintomáticos ou negligenciarem alguns sintomas. Geralmente, quando o usuário recorre ao centro de saúde já está apresentando quadro grave com manifestação de sintomas necessitando de suporte avançado de vida com hospitalização em unidade de terapia intensiva especializada. A internação no ambiente hospitalar suscita nos usuários uma gama de sentimentos, principalmente em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A partir do olhar da ciência da ocupação e da Logoterapia e Análise Existencial, a hospitalização em UTI é uma condição extremamente complexa, pois favorece o afastamento das ocupações significativas e dependência funcional devido pós cirúrgico da cirurgia cardíaca, o que pode provocar questionamentos sobre a vida. O presente estudo possuiu como objetivo de compreender o ocupar-se de ser usuário em uma Unidade de Terapia Intensiva Coronariana. Realizou-se uma pesquisa exploratória, descritiva, de abordagem qualitativa que teve como instrumento de coleta de dados uma entrevista semiestruturada e análise do conteúdo para avaliação dos resultados do estudo. Participaram da pesquisa cinco pacientes internados em unidade coronariana que estavam em pré e pós-operatório de cirurgia cardíaca. De modo geral, percebeu-se que o estar na UTI envolve sofrimento sendo considerado um desafio. No entanto, pode ser visualizado como um momento de aprendizado e promoção de vida. Os propósitos dos usuários a partir dessa vivência estão relacionados a vida, a realização da cirurgia, ao retorno para casa e as suas ocupações significativas. Além disso, pode-se compreender que apesar de ser uma vivência difícil, com perda de autonomia, com afastamento de suas ocupações, é possível encontrar um sentido no sofrimento. Nesse sentido, o estar na UTI os convidou a ocupar-se de reflexões, de pensamentos, questionamentos sobre a vida, bem como experimentar dedicar tempo para enxergar o essencial para o viver e assumir uma ocupação nova: ocupar-se em se desocupar. Portanto, a realização de valores de atitude permitiu a identificação de propósitos e assim encontrar outros sentidos para esta vivência.
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    Desenvolvimento de um programa supervisionado de terapia ocupacional em reabilitação cardiovascular domiciliar para pacientes em pós-operatório de revascularização do miocárdio
    (2021) SANTOS, Jaqueline Pamela Moraes dos; PINTO, Sônia Cláudia Almeida
    As doenças cardiovasculares se apresentam atualmente como um grave problema de saúde pública que causam incapacidades e dificuldades no desempenho ocupacional de cardiopatas. A reabilitação cardiovascular (RCV) é definida como atividades imprescindíveis para assegurar às condições físicas, mentais e sociais do cardiopata da melhor maneira possível. Como parte da equipe multiprofissional, o terapeuta ocupacional atua com o objetivo de possibilitar uma maior independência nas atividades diárias e assim promover o resgate da vida cotidiana do paciente. Desta forma, o presente estudo teve como objetivo desenvolver um programa supervisionado de terapia ocupacional em reabilitação cardiovascular domiciliar para pacientes em pós-operatório de revascularização do miocárdio. Trata-se de uma pesquisa observacional, longitudinal, quantitativa, descritiva e analítica do tipo pesquisa-intervenção, realizada em um hospital público de alta complexidade, referência em cardiologia no Sistema Único de Saúde na cidade de Belém no estado do Pará. Participaram deste estudo 16 pacientes em pós-operatório de revascularização do miocárdio, no período de outubro a dezembro de 2020. Foram utilizados os seguintes instrumentos para coleta dos dados: protocolo de avaliação de terapia ocupacional para reabilitação cardiovascular; protocolo de avaliação das atividades de vida diária para alta hospitalar em terapia ocupacional; ficha de acompanhamento em terapia ocupacional e um manual de terapia ocupacional para alta hospitalar de pacientes cardíacos. O programa ocorreu no período de 4 semanas, sendo que, o acompanhamento semanal ocorreu através de monitoramento não presencial por meio telefônico. O tratamento estatístico das variáveis quantitativas, foi apresentado pela análise de variância de Friedman, análise de Wilcoxon e pelo método pairwise. O perfil sociodemográfico predominante desses pacientes foi de 75% do sexo masculino; 44% encontravam-se na faixa etária entre 61 a 70 anos; 62,5% eram casados e 31% apresentava baixa escolaridade. Na análise dos níveis de independência funcional, os resultados demonstraram significância estatística nas atividades de vida diária de banho, vestir/despir, comer, mobilidade funcional e higiene pessoal. Além disso observou-se que as ocupações de mobilidade funcional e descanso/sono apresentaram as menores escores em relação às condutas de orientações. As manifestações clínicas mais citadas durante o programa de monitoramento foram: edema; dor torácica; cansaço; fraqueza; tontura e náuseas. A partir deste estudo foi possível identificar as necessidades ocupacionais do paciente revascularizado em nível domiciliar e intervir de forma a propiciar a melhoria do acesso ao serviço de saúde, fornecendo aos pacientes e familiares orientações e suporte no pós-alta, melhorando o tempo e a qualidade da assistência em RCV em domicilio.
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    O brincar enquanto ocupação: sobre a forma e o(s) significado(s) atribuídos pela criança com cardiopatia no hospital
    (2015) LIMA, Solange Rezende Rabelo de; AITA, Karla Maria Siqueira Coelho
    A doença crônica na infância geralmente traz consigo onerosas particularidades. São enfrentados muitos problemas como: longos períodos de hospitalização: reinternações frequentes; terapêutica agressiva, muitas vezes com efeitos indesejáveis advindos do próprio tratamento; dificuldades pela separação dos membros da família durante as internações; interrupção das atividades diárias; limitações na compreensão do diagnóstico; angústia; sofrimento; dor e o medo constante da possibilidade de morte. A hospitalização é um fator importante a ser reconhecido, por ser uma experiência estressante para a criança cardiopata e seus pais, que, na maioria das vezes impõe uma ruptura nos vínculos afetivos com sua família e com o próprio meio ambiente em que vive. Dentre as atividades rotineiras de uma criança que são prejudicadas em função da hospitalização, destaca-se o brincar, o qual é considerado como a principal ocupação da mesma e de fundamental importância para o seu desenvolvimento. Esta pesquisa foi desenvolvida com intuito de compreender o significado do brincar atribuído por crianças cardiopatas no contexto hospitalar. Consistiu em uma pesquisa ancorada na abordagem qualitativa, de orientação fenomenológica, na qual foi utilizado como instrumento a observação livre com registro em diário de campo e aplicação de entrevista aberta. As informações deste estudo foram determinadas a partir da técnica de análise do conteúdo. Os resultados apontaram que durante as brincadeiras, as crianças não exerciam papel de doente, mas sim de crianças. Dentre os significados atribuídos pela criança, destaca-se possibilidade de retomar a infância, interrompida pelo adoecimento e hospitalização, reconectando-se com sua história de vida; o estabelecimento de vínculos e relações de confiança que contribuíram para diminuir a sensação de isolamento e dar continuidade ao seu processo de desenvolvimento humano; e a possibilidade de ressignificar situações e experiências provenientes da hospitalização que fossem por hora desconhecidas e/ou desagradáveis. Portanto concluiu-se que o brincar é uma importante ocupação desempenhada pela criança durante a hospitalização. Nesta perspectiva, apresentou-se como uma "janela" que se abriu em um espaço, o qual possibilitou mais do que olhar a vida, pode-se vivê-la. Janela que pode ser aberta pela própria criança, para que o hospital enquanto lugar de dor e restrições, pudesse dar espaço ao desempenhar a vida e atividades significativas.
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    Terapia ocupacional hospital: um programa de intervenção na fase I da reabilitação cardiovascular com pacientes submetidos à cirurgia de revascularização do miocárdio
    (2020) SILVA, Cristina Gomes da; PINTO, Sônia Cláudia Almeida
    Das doenças cardiovasculares (DCV), o Infarto Agudo do Miocárdio (JAM) é a principal causa de morte cardíaca no Brasil, assim como responsável pelo número elevado de hospitalizações. A Terapia Ocupacional no contexto hospitalar e na reabilitação cardiovascular prioriza o retornar ao maior nível possível da capacidade funcional para o desempenho das ocupações, principalmente as de autocuidado e adaptado ao ambiente hospitalar. A presente pesquisa objetivou construir e aplicar um programa de Terapia Ocupacional na fase I da reabilitação cardiovascular em pacientes de cirurgia de revascularização do miocárdio. Trata-se de um estudo de intervenção quantitativa longitudinal, tipo ensaio clínico não controlado, analítico, descritivo. O programa de intervenção de terapia ocupacional foi realizado com 15 pacientes, com o intuito de melhorar a capacidade funcional e o desempenho ocupacional, utilizando um Protocolo de Terapia Ocupacional em Reabilitação Cardiovascular na Fase I para avaliar e intervir durante a hospitalização, pré-operatório e pós-operatório, com enfoque as atividades de vida diária (AVD). Os resultados indicaram que a população do estudo se caracterizou uma prevalência em pessoas do sexo masculino (73,3%), com variedade de faixas etárias, entre 50 a 59 anos (40%) e de 60 a 69 anos (40%), predomínio ao estado civil casado (53%), concentração de pessoas que possuem o ensino fundamental (46,7%). sua maioria (66,7%) possuem de 1 a 2 salários mínimos e como principal ocupação o trabalho (61%). Em relação as intervenções nas AVD, a atividade que demandou maior intervenção foi a mobilidade (53.30%). As alterações ocorridas na mudança dos sinais e sintomas de intolerância ao desempenhar as atividades foram estatisticamente significantes para as ocupações: mobilidade, mobilidade/transferência, banho, higiene pessoal. O programa implicou na melhora da saturação periférica, e manteve sem alterações a pressão arterial e frequência cardíaca. Conclui-se que o estudo obteve eficácia com o programa de Terapia Ocupacional durante a hospitalização da reabilitação cardiovascular, com enfoque nas AVD, devido todas as atividades apresentarem melhora da capacidade funcional e no desempenho ocupacional.
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    Perfil de independência no autocuidado da criança com Síndrome de Down em ambulatório de referência cardiológica na cidade de Belém
    (2018) AMARAL, Irmara Géssica Santos; AITA, Karla Maria Siqueira Coelho
    Este estudo teve como objetivo delinear o perfil de independência nas atividades de autocuidado da criança Síndrome de Down que apresente cardiopatia congênita na faixa etária de 3 a 7 anos e 6 meses e que receba acompanhamento ambulatorial em unidade de referência cardiológica na cidade de Belém. A metodologia utilizada no estudo foi a abordagem quantitativa, de natureza observacional e do tipo transversal que recorre a linguagem matemática para expor seus resultados, a fim de identificar o perfil de independência nas atividades de autocuidado da criança com Síndrome de Down (SD) e Cardiopatia Congênita (CC), a partir do Inventário de Avaliação Pediátrica de Incapacidade (PEDI). Participaram da pesquisa 18 crianças, de gênero masculino e gênero feminino, com síndrome de Down e diagnóstico de cardiopatia congênita estando em acompanhamento no ambulatório de referência em cardiologia do estado (Fundação Pública Estadual Hospital de Clínicas Gaspar Vianna - FPEHCGV), tendo idade compreendida entre 3 anos e 7 anos e 6 meses de idade. Para coleta de dados foram realizadas, junto aos pais/cuidadores, uma entrevista de informações pessoais e a parte I do PEDI referente às habilidades da criança para a as atividades de autocuidado. Através do estudo feito foi percebido que a SD é uma condição que interfere de forma determinante do desenvolvimento de habilidades necessárias para a realização independente das atividades de autocuidado e, quando é acrescido outro problema de saúde como a CC, essa criança apresentará maiores dificuldades para alcançar a independência. O estudo mostrou ainda um grande prejuízo na área de motricidade fina, o que interfere na realização de atividades como manuseio de fechos, abrir e fechar torneira, utilização de utensílios, entre outros. Em sua finalização, o estudo demonstra que o desempenho funcional nas atividades de autocuidado de crianças com SD e CC é inferior ao de crianças com desenvolvimento típico.