Clínica Médica

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    Análise de medidas de combate a sepse em unidade de terapia intensiva
    (2015) SILVA, Amanda Quintairos e; SOBRINHO, Edgar de Brito
    Objetivo: Analisar a aderência as medidas de combate a sepse em pacientes com sepse grave e choque séptico no período de maio a setembro de 2015, a mortalidade encontrada e a esperada por cálculo de índices prognósticos nessa população. Métodos: Corte clínico com 45 pacientes com diagnóstico de sepse grave ou choque séptico na admissão ou durante período de internação na Unidade de Terapia Intensiva. Resultados: Foram analisados 45 pacientes admitidos na UTI e encontrada uma distribuição por gravidade da sepse de 60% (27 pacientes) da amostra sendo casos de paciente com sepse grave e 40% (18 pacientes) com choque séptico. 37,8% dos casos foram provenientes do pronto socorro. Foi observado tempo para início de antibioticoterapia que variou de 17.9 (±27.1) a 43.7 (±38.7) horas. A taxa de mortalidade real global vista durante o período estudado foi de 62.2% (28 pacientes), sendo 66.7% para choque séptico e 59.3% para sepse grave. Taxa de mortalidade padronizada foi de 1,67 e 1,48, respectivamente, quando estimada pelo índice prognóstico SAPS III. O Tempo de internação na UTI foi de 20.1 (±19.9) dias. Conclusão: Os achados desta análise mostram baixa adesão às medidas de combate a sepse em nossa população, em relação aos dados disponíveis na literatura até o momento. Tal fato, pode refletir na alta mortalidade encontrada, APACHE médio de admissão elevado, e elevada taxa de mortalidade padronizada, além de prolongamento no tempo de internação dos pacientes com sepse grave ou choque séptico em UTI.
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    Fatores de risco cardiovascular de pacientes com infarto agudo do miocárdio atendidos na Fundaçõa Pública Estadual Hospital de Clínicas Gaspar Vianna
    (2010) HAUSSELER, Daia Poliane Peres; ALVARENGA, João Milton Rêgo; SOUZA, Ely Maria Neves de
    Segundo a Organização Pan-americana de Saúde, o número de mortes por doenças cardiovasculares, no ano de 2005, foi de aproximadamente 17 milhões e as projeções estimam que, em 2020, serão 25 milhões. Diante desses dados, fez-se útil avaliar o perfil de risco dos pacientes com infarto agudo do atendidos no hospital de referência regional, Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Vianna. A obtenção dos dados foi realizada através de consulta ao prontuário e entrevista com 100 pacientes, infartados, internados no setor de urgência cardiológica deste Hospital, durante o período de outubro de 2010 a janeiro de 2011. A partir da coleta de dados, observou-se que: 77% dos pacientes foram atendidos nas primeiras 12 horas após o início dos sintomas, 70% eram do sexo masculino, 85% estavam na faixa etária entre 50 e 79 anos, 54% eram pardos, 78% hipertenso, 70% sedentários e 77% tiveram o IAM como primeiro evento cardiovascular. Tabagismo e hipercolesterolemia foram relevantes neste estudo e a sobreposição de fatores de risco cardiovascular marcante nesta coorte. Sinais e sintomas clínicos de isquemia miocárdica estavam presentes em todos pacientes, com alterações ao ECG em 86% dos casos. Tais dados são semelhantes à literatura mundial e aos achados em estudos locais, e denotam a importância em se e tratar fatores de para doenças cardiovasculares.
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    Influência de variações circadianas diárias e semanais sobre a mortalidade intra-hospitalar por infarto agudo do miocárdio em uma unidade de emergência cardiológica
    (2010) NUNES, Mário Barbosa Guedes; RODRIGUES, Marcia Regina Castro; ALVES JUNIOR, José Miguel
    As doenças cardiovasculares representam a principal causa de óbitos no mundo, dos quais a doença isquêmica miocárdica é a segunda causa mais frequente. Estudos recentes têm mostrado aumento da mortalidade por doença coronariana nos finais de semana e feriados, bem como no horário noturno, quando comparado ao restante do dia. Causas diversas para esse fenômeno vêm sendo postuladas, como o maior consumo de álcool e cigarro no fim de semana, a menor quantidade de pessoal de saúde nos plantões noturnos e de final de semana em relação a dias de rotina hospitalar normal, períodos de hospitalização mais prolongados pela ausência do médico diarista e maior demora no acesso a procedimentos invasivos. Este trabalho objetivou verificar existência de associação entre mortalidade por infarto agudo do miocárdio (IAM), dias da semana e horários específicos entre pacientes atendidos na unidade de emergência cardiológica do Hospital de Clínicas Gaspar Vianna (SAT/SERC/FHCGV), Belém, Pará, no período de abril de 2007 a maio de 2008. A coleta de dados foi realizada através de revisão dos prontuários arquivados no SAME/FHCGV, tendo como instrumento um questionário padronizado, semi-fechado, incluindo variáveis demográficas e clínicas dos doentes. Foram incluídos 82 indivíduos, dos quais 76 eram elegíveis para o estudo. Pacientes admitidos nos finais de semana, feriados e período noturno não apresentaram diferença na mortalidade em relação àqueles admitidos em dias úteis e períodos matutino e vespertino. Os casos admitidos em horários próximos à troca da equipe de plantão foram os que tiveram maior demora no acesso à reperfusão mecânica ou química, apresentando internações mais prolongadas e maior mortalidade. Em linhas gerais, pacientes apresentando IAM admitidos no SAT/SERC/FHCGV em horário próximo à troca dos plantonistas terão mais dificuldade no acesso ao cateterismo cardíaco e trombólise química, evoluindo com tempo de internação mais prolongado e maior chance de óbito.
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    Análise ecocardiográfica do fator tempo no tratamento de pacientes com infarto agudo do miocárdio
    (2011) SOUSA, Adriane Lilian de Oliveira Liberal; ALMEIDA, Ronaldo Oliveira de; SOUSA, Ely Maria Neves de
    O infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST (IAMCSST) caracteriza-se por um processo de isquemia determinado pela oclusão trombótica total coronariana, sendo uma das principais causas de morte. Assim, o tempo desde o início dos sintomas (oclusão da artéria coronária) até a instituição do tratamento (reperfusão mecânica ou química) é fator fundamental para o benefício do tratamento, tanto imediato quanto tardio. Deste modo, o estudo tem por objetivo determinar o impacto da relação entre o tempo de início dos sintomas isquêmicos e a efetivação do tratamento sobre os achados ecocardiográficos, com base em análises realizadas nas primeiras 24 horas e após 30 dias do evento agudo. A pesquisa foi realizada através de entrevista, utilizando formulário padronizado, com 40 pacientes atendidos no Serviço de Urgência Cardiológica do HCGV com IAMCSST submetidos a tratamento percutâneo, no período de janeiro a outubro de 2011. Para a análise estatística os pacientes foram divididos em dois grupos: GA com tempo de até 6 horas entre o início dos sintomas até o tratamento; GB com mais de 6 horas. Desta forma, observou-se que na análise da função segmentar do GA, com ecocardiograma realizado nas primeiras 24 horas após o evento agudo, apenas 8% apresentavam função preservada e a maioria (56%) apresentava hipocinesia; já na avaliação realizada após 30 dias, os pacientes com função preservada aumentaram para 40% e nenhum paciente apresentou discinesia, obtendo significância estatística. Contudo, no GB não houve evidências que indicassem a real melhora da função segmentar com o tratamento percutâneo, não obtendo significância estatística. Em relação à fração de ejeção do VE (FEVE) observou-se que os dois grupos, após 30 dias, apresentaram real melhora em relação ao estado em que se encontravam na avaliação realizada até 24 horas: Grupo A (p-valor = 0.0028*, altamente significante) e Grupo B (p-valor = 0.0269*, estatisticamente significante). No GA, em média, a FE variou de 52.2% para 60.6%, já no GB variou de 57.6% para 62.2%. A avaliação do DDVE e DSVE mostrou que os dois grupos, após 30 dias, não apresentaram diferença em relação ao estado em que se encontravam na avaliação realizada até 24 horas. Concluímos, portanto, que o benefício do tratamento percutâneo quanto à melhora da contratilidade miocárdica ocorreu no grupo com o tempo de até 6 horas entre o início dos sintomas isquêmicos até a reperfusão, sem melhora significativa da função segmentar no grupo com tempo maior que 6 horas. Contudo, houve aumento da FEVE e ausência de dilatação ventricular nos dois grupos após 30 dias do IAM.
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    Neurotoxicidade por cefepime em pacientes com insuficiência renal internados na FHCGV no período de janeiro de 2008 à janeiro de 2010
    (2011) LOUREIRO, Fábio Lúcio Nogueira de; ALVARES, Valéria Regina Cristo; CABEÇA, Ana Lydia Ledo de Castro Ribeiro
    Metanálises, revisões sistemáticas e séries de casos têm mostrado que o uso de Cefepime está associado a uma maior mortalidade em relação a outros antibióticos de espectro semelhante, o que provavelmente está relacionado aos seus efeitos adversos neurotóxicos e indução de estado epilético não convulsivo. Nos pacientes com insuficiência renal, esse fenômeno parece ocorrer com maior frequência do que na população geral que recebe a droga. Este trabalho descreve uma série de doze casos de neurotoxicidade presumidamente induzida pelo cefepime em pacientes com insuficiência renal, internados na Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Vianna (FHCGV), no período de janeiro de 2008 à janeiro de 2010, em tratamento com o referido antimicrobiano. Os dados acerca da população de estudo foram coletados em prontuários médicos, por meio de um questionário padronizado e semi-fechado. Os pacientes tinham idade entre 49 e 86 anos (65,3 ± 14,6 anos em média), sendo em sua maioria do sexo masculino e todos com quadro de insuficiência renal crônica. Os sinais sugestivos de neurotoxicidade iniciaram-se entre 1 a 6 dias após introdução do cefepime, em média 2,6 ± 1,4 dias. Após a suspensão do cefepime esses mesmos sinais remitiram entre 1 e 8 dias, em média 3,5 ± 2,4 dias. As manifestações clínicas neurológicas mais frequentes foram confusão com desorientação têmporo-espacial, agitação psicomotora e rebaixamento do nível de consciência. A inadequação da dose para a função renal do paciente em uso da droga ocorreu em 83%dos pacientes, sendo este, provavelmente, um dos fatores determinantes no desenvolvimento da neurotoxicidade. Portanto, a utilização do cefepime necessita de farmacovigilância constante, especialmente em pacientes com insuficiência renal, por ser uma droga potencialmente neurotóxica que pode desencadear uma encefalopatia grave. A neurotoxicidade por cefepime ainda é uma condição subestimada pela maioria dos médicos, pois estes muitas vezes não estão atentos para a correção adequada da dose em pacientes nefropatas, levando ao acúmulo da droga no organismo e efeitos adversos neurológicos graves. O EEG é uma ferramenta de grande importância na definição diagnóstica desta condição, e deve ser realizado sempre que possível nestes pacientes, durante o quadro neurológico e após a resolução do quadro.