Psicologia

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    As repercussões da cardiopatia congênita na infância: o desenvolvimento emocional da criança na relação mãe-filho
    (2019) SOUSA, Taline Silva; CARVALHO, Francineti Maria Rodrigues
    O desenvolvimento, de maneira geral, é um estado dinâmico que tem a finalidade de evolução, está em constante mudança para melhor adaptação. No início da vida do ser humano, pode-se dizer que a mãe exerce um papel imprescindível para que o seu desenvolvimento se torne plenamente possível. Além das atividades para o cuidado natural do bebê, como nutri-lo, acalentá-lo e higienizá-lo, a psicanálise freudiana apresenta uma perspectiva mais profunda da dependência do bebê em relação à sua mãe: há uma relação simbiótica entre a mãe e o bebê, ambos serão um só e haverá um só corpo para dois. Portanto entende-se que a relação materna é o fator mais importante não só no desenvolvimento físico da criança como na constituição psíquica desta, ou seja, é na relação materna que surge o sujeito. Essa relação, carregada de afeto, investimento e idealização, poderá sofrer desajustes em situações de abalo como a ameaça de desintegração ou perda de uma das partes envolvidas (mãe ou filho). A cardiopatia do filho é uma condição que pode abalar profundamente essa relação atingindo, por conseguinte, o desenvolvimento emocional da criança, uma vez que provoca na própria mãe sentimento de insegurança, medo e até mesmo culpa, prejudicando, assim, a transferência saudável e apropriada para que a criança constitua sua psique. O atual trabalho é um estudo descritivo de natureza qualitativa, para avaliar aspectos emocionais de crianças com cardiopatia congênita internadas em uma clínica pediátrica cardiológica que estavam acompanhadas de suas respectivas mães. Foi realizada avaliação psicológica em 3 crianças, considerando anotações feitas dos atendimentos psicológicos e observação de conduta das mesmas. E aplicada entrevista semiestruturada às mães, para que se fosse considerado o contexto materno na análise dos aspectos emocionais de seus filhos. Verificou-se a necessidade da psicologia e outras áreas da saúde promover estratégias para que a mãe busque e consiga também cuidar de si, pois ao promover o autocuidado, estará também cuidando do bem-estar de seu filho.
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    O sofrimento psíquico de pacientes diante da cirurgia de revascularização do miocárdio
    (2014) FERREIRA, Vanessa Queiroz; DINIZ, Patrícia Bentes
    o adoecimento do coração é uma desordem orgânica que traz para o sujeito uma ameaça de morte real e iminente. Descobrir um problema cardíaco coloca o ser humano em frente com a sua própria finitude, sendo o coração considerado um órgão vital e imprescindível para a vida, o adoecimento deste órgão pode gerar um intenso sofrimento psíquico. Considera-se que o tratamento cirúrgico geralmente traz consigo uma carga significativa de dramaticidade para os indivíduos que a ele se submetem. Trata-se de um tratamento invasivo, muitas vezes considerado agressivo, em que estão presentes a ansiedade e o medo. Nesse sentido, a cirurgia cardíaca é uma vivência de grande impacto na vida do paciente, seja em seu aspecto físico ou em seu aspecto psicológico. O presente estudo tem como objetivo principal analisar o sofrimento psíquico de pacientes diante da cirurgia de revascularização do miocárdio. Para a realização deste estudo, utilizou-se como metodologia a pesquisa qualitativa, de caráter explorativo e descritivo. Os dados foram coletados na Fundação Pública Hospital de Clínicas Gaspar Vianna, nas clínicas: cirúrgica, UCA, e SAT. Utilizou-se como instrumento entrevista semi-estruturada e observação sistemática. Foram entrevistados 10 (dez) pacientes em período pré-operatório com indicação para cirurgia de revascularização do miocárdio. Realizou-se a análise dos dados através da análise do conteúdo. Os dados foram analisados através do referencial teórico da psicanálise e demais autores da psicologia da saúde, de modo a gerar um texto reflexivo, articulando psicologia e cardiologia. Verificou-se através dos dados obtidos com os participantes os sentimentos vivenciados diante da cirurgia de revascularização do miocárdio. Os dados revelam que os sujeitos percebem a cirurgia cardíaca como um confronto inevitável com a possibilidade de morte. A maioria destes vivencia grande sofrimento psíquico. Além disso, no estudo constatou-se que há déficit de conhecimentos sobre o procedimento cirúrgico, demarcando a importância das orientações pré-operatórias. Espera-se que este estudo contribua de maneira positiva para um melhor entendimento sobre o paciente, considerando não somente os aspectos físicos, mas também os psíquicos.
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    A compreensão dos profissionais de saúde em relação aos cuidados paliativos de pacientes com insuficiencia cardíaca
    (2019) ROCHA,Teresa Cristina Farias; GUEDES, Francislane Flâmia Inácio e
    A insuficiência cardíaca é uma doença na qual o coração não consegue mais bombear sangue suficiente o resto do corpo, não conseguindo suprir as suas necessidades. Os sintomas mais frequentes são: fadiga, fraqueza, desmaios, perda de apetite, indigestão, e vários outros. O manejo desses sintomas e o cuidado com esse paciente representa um grande desafio às equipes de saúde. As apontam que pacientes com Insuficiência Cardíaca (IC) recebem menos Cuidados Paliativos do que os pacientes que sofrem de doenças malignas. Os pesquisadores descobriram que isso pode estar relacionado à falta de conhecimento sobre Cuidados Paliativos, falta de comunicação entre a equipe, bem como o curso cíclico da o que torna difícil o prognóstico. Este estudo tem objetivo averiguar a compreensão dos profissionais de saúde em relação aos cuidados paliativos em pacientes com Insuficiência Cardíaca. Trata-se de uma pesquisa não experimental, descritiva, transversal, com abordagem qualitativa. A pesquisa foi desenvolvida em um hospital público de alta complexidade no município de Belém- Pa. A amostra é composta trinta e dois profissionais de saúde, os questionários foram aplicados em quatro profissionais de cada especialidade: médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, assistentes sociais, nutricionistas, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos, que lidam diariamente com pacientes cardiopatas internados nesta instituição. Como instrumento para coleta dos dados foi utilizado um questionário, sendo a primeira parte composta pelos dados sócio-demográfico e a segunda deu subsidio para a análise de conteúdo da temática, por meio dos três temas centrais: Os profissionais de saúde frente à morte e o morrer; Cuidado paliativo e a equipe multidisciplinar e Cuidado paliativo e Insuficiência Cardíaca. Os resultados apontam que o maior obstáculo na implementação dos Cuidados Paliativos é a falta de conhecimento a respeito do assunto. Isso gerou distorção no conceito de Cuidados Paliativos, os profissionais entendem que esses cuidados estão associados a pacientes em iminência de morte. Outra observação constatada, refere-se à percepção que os profissionais têm de não se sentirem suficientemente preparados para lidar com pacientes em cuidados paliativos.
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    A percepção de mães sobre o brincar de seus filhos com cardiopatia dentro da Brinquedoteca Hospitalar Espaço Curumim
    (2014) REIS, Lívia de Oliveira Cunha; MONTALVÃO, Tatiana Carvalho de
    O objetivo deste trabalho foi analisar a importância do brincar em ambientes hospitalares, utilizando para isso entrevista de mães acompanhantes de filhos cardiopatas na Brinquedoteca Hospitalar Espaço Curumim, da Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Vianna (FHCGV). Segundo Gimenes (2007), o brincar é um desenvolvimento psicológico necessário à saúde mental dos indivíduos, pois é através das brincadeiras que a criança se desenvolve psicologicamente e socialmente. Além da estimulação psicossocial e física, no âmbito da Psicologia, este ato consiste em um recurso lúdico fundamental para o processo terapêutico infantil, nesse caso, o de crianças hospitalizadas portadoras de cardiopatias. Elas são assistidas pelo recurso da Brinquedoteca, que atua como ferramenta importante para minimizar os efeitos colaterais da internação. Nesse caso, o brincar funciona como recurso terapêutico para o bem estar delas. No espaço da Brinquedoteca foi possível verificar a intensa participação de mães acompanhantes de crianças cardiopatas. Com o objetivo de conhecer as percepções dessas mães acerca do brincar e da função da Brinquedoteca no tratamento de seus filhos, nos debruçamos sobre as experiências de mães/cuidadoras no que se refere ao estímulo às brincadeiras preconizadas pela Brinquedoteca.
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    A criança com cardiopatia congênita hospitalizada e a cirurgia cardíaca: aspectos emocionais no pré-operatório
    (2017) BRITO, Camila Fernandes; MONTALVÃO, Tatiana Carvalho de
    O diagnóstico precoce da cardiopatia congênita além de envolver a necessidade de hospitalização durante a infância envolve também métodos de diagnóstico e tratamentos invasivos, como a cirurgia cardíaca aberta, fatores estes, geradores de sofrimento psíquico. Portanto, este estudo teve como objetivo investigar os aspectos emocionais das crianças cardiopatas frente à hospitalização durante o pré-operatório da cirurgia cardíaca, através da pesquisa qualitativa de cunho exploratório, utilizando como instrumento a entrevista semiestruturada. Participaram da pesquisa 03 (três) crianças de 7 a 10 anos, e suas respectivas mães, totalizando 06 (seis) participantes. A coleta de dados foi realizada na Clínica Pediátrica da Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Vianna em Belém – PA. A análise das entrevistas se organizou em 2 (dois) momentos: 1) Análise das entrevistas com as mães; e 2) Análise das entrevistas com as criança. As principais reações emocionais das crianças diante da hospitalização foram: a ansiedade e o estresse, expressados através da irritabilidade e da desobediência. O sentimento de ambivalência mostrou-se presente, pois, por um lado a hospitalização gera o sofrimento, mas por outro ela é importante e necessária e imposta como a única solução para o seu problema. Compreende-se que a hospitalização para a realização da cirurgia cardíaca provoca a vivência de sentimentos negativos, e que as crianças que obtiveram informações esclarecedoras acerca da cirurgia durante a espera no pré-operatório, puderam elaborar o enfrentamento da situação, utilizando como estratégia a esperança pela vida normal e o reestabelecimento de uma rotina fora do ambiente hospitalar para minimizar as suas ansiedades e angústias.