Psicologia
URI Permanente para esta coleção
Navegar
Navegando Psicologia por Assunto "Cardiopatia congênita"
Agora exibindo 1 - 2 de 2
Resultados por página
Opções de Ordenação
- ItemA criança com cardiopatia congênita hospitalizada e a cirurgia cardíaca: aspectos emocionais no pré-operatório(2017) BRITO, Camila Fernandes; MONTALVÃO, Tatiana Carvalho deO diagnóstico precoce da cardiopatia congênita além de envolver a necessidade de hospitalização durante a infância envolve também métodos de diagnóstico e tratamentos invasivos, como a cirurgia cardíaca aberta, fatores estes, geradores de sofrimento psíquico. Portanto, este estudo teve como objetivo investigar os aspectos emocionais das crianças cardiopatas frente à hospitalização durante o pré-operatório da cirurgia cardíaca, através da pesquisa qualitativa de cunho exploratório, utilizando como instrumento a entrevista semiestruturada. Participaram da pesquisa 03 (três) crianças de 7 a 10 anos, e suas respectivas mães, totalizando 06 (seis) participantes. A coleta de dados foi realizada na Clínica Pediátrica da Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Vianna em Belém – PA. A análise das entrevistas se organizou em 2 (dois) momentos: 1) Análise das entrevistas com as mães; e 2) Análise das entrevistas com as criança. As principais reações emocionais das crianças diante da hospitalização foram: a ansiedade e o estresse, expressados através da irritabilidade e da desobediência. O sentimento de ambivalência mostrou-se presente, pois, por um lado a hospitalização gera o sofrimento, mas por outro ela é importante e necessária e imposta como a única solução para o seu problema. Compreende-se que a hospitalização para a realização da cirurgia cardíaca provoca a vivência de sentimentos negativos, e que as crianças que obtiveram informações esclarecedoras acerca da cirurgia durante a espera no pré-operatório, puderam elaborar o enfrentamento da situação, utilizando como estratégia a esperança pela vida normal e o reestabelecimento de uma rotina fora do ambiente hospitalar para minimizar as suas ansiedades e angústias.
- ItemAs repercussões da cardiopatia congênita na infância: o desenvolvimento emocional da criança na relação mãe-filho(2019) SOUSA, Taline Silva; CARVALHO, Francineti Maria RodriguesO desenvolvimento, de maneira geral, é um estado dinâmico que tem a finalidade de evolução, está em constante mudança para melhor adaptação. No início da vida do ser humano, pode-se dizer que a mãe exerce um papel imprescindível para que o seu desenvolvimento se torne plenamente possível. Além das atividades para o cuidado natural do bebê, como nutri-lo, acalentá-lo e higienizá-lo, a psicanálise freudiana apresenta uma perspectiva mais profunda da dependência do bebê em relação à sua mãe: há uma relação simbiótica entre a mãe e o bebê, ambos serão um só e haverá um só corpo para dois. Portanto entende-se que a relação materna é o fator mais importante não só no desenvolvimento físico da criança como na constituição psíquica desta, ou seja, é na relação materna que surge o sujeito. Essa relação, carregada de afeto, investimento e idealização, poderá sofrer desajustes em situações de abalo como a ameaça de desintegração ou perda de uma das partes envolvidas (mãe ou filho). A cardiopatia do filho é uma condição que pode abalar profundamente essa relação atingindo, por conseguinte, o desenvolvimento emocional da criança, uma vez que provoca na própria mãe sentimento de insegurança, medo e até mesmo culpa, prejudicando, assim, a transferência saudável e apropriada para que a criança constitua sua psique. O atual trabalho é um estudo descritivo de natureza qualitativa, para avaliar aspectos emocionais de crianças com cardiopatia congênita internadas em uma clínica pediátrica cardiológica que estavam acompanhadas de suas respectivas mães. Foi realizada avaliação psicológica em 3 crianças, considerando anotações feitas dos atendimentos psicológicos e observação de conduta das mesmas. E aplicada entrevista semiestruturada às mães, para que se fosse considerado o contexto materno na análise dos aspectos emocionais de seus filhos. Verificou-se a necessidade da psicologia e outras áreas da saúde promover estratégias para que a mãe busque e consiga também cuidar de si, pois ao promover o autocuidado, estará também cuidando do bem-estar de seu filho.