Avaliação das repercussões clínicas da técnica de aceleração de fluxo expiratório em recém-nascidos

Resumo
A aceleração de fluxo expiratório é uma das técnicas de higiene brônquica utilizada em recém-nascidos intubados. Esta pesquisa verificou as repercussões clínicas da técnica de aceleração de fluxo expiratório lento e aspiração traqueal em recém-nascidos sob ventilação mecânica invasiva. Foram estudados 12 recém-nascidos divididos no grupo dos recém-nascidos pré-termo e grupo dos recém-nascidos cardiopatas. A pressão arterial sistêmica, frequência respiratória, frequência cardíaca, nível de desconforto respiratório e saturação periférica de oxigênio foram coletados em quatro momentos: antes do atendimento (1ªAV), imediatamente após (2ªAV), cinco minutos após (3ªAV) e 15 minutos após o atendimento fisioterapêutico (4ªAV). Os dados foram analisados estatisticamente, com nível de significância fixado em p<0,05. Dos participantes da pesquisa 66,67% eram do sexo feminino no grupo dos cardiopatas e 66,67% eram do sexo masculino no grupo dos prematuros. O valor médio de saturação periférica de oxigênio aumentou nas avaliações em ambos os grupos. A pressão arterial média oscilou também em ambos os grupos. A frequência cardíaca no grupo dos cardiopatas na 4ªAV encontrou-se menor que a 1ªAV e no grupo dos prematuros estava maior na 4ªAV ao comparar com a 1ªAV. As alterações ocorridas antes e após o atendimento fisioterapêutico nas variáveis hemodinâmicas e sinais de desconforto respiratório antes, durante e após o atendimento continuaram dentro da faixa de normalidade preconizada como fisiológica pela literatura. Isto demonstra que a técnica de AFEL não trouxe instabilidade clínica e hemodinâmica e, também não foram observados outros efeitos deletérios aos pacientes estudados.
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MOURÃO, Marina Moura. Avaliação das repercussões clínicas da técnica de aceleração de fluxo expiratório em recém-nascidos. Artigo Científico (Programa de Residência Multiprofissional em Atenção à Saúde Cardiovascular) – Fundação Pública Estadual Hospital de Clínicas Gaspar Vianna; Universidade do Estado do Pará. Belém, 2017.
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